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Pensamento Sistêmico & Cultura do Diálogo

Escrito por Alkíndar de Oliveira

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Os desafios imensos da liderança atual, nos levam a valorizar a assertiva de James Surowiecki, editor da área de negócios da revista New Yorker (EUA): “Grupos são impressionantemente inteligentes, e freqüentemente são mais inteligentes que a pessoa mais inteligente em seu interior.” O que nos induz a concluir que decisões tomadas em grupo, tendem a ser mais produtivas que aquela que vem de uma única cabeça. Por este motivo, defendo a tese de que o mundo corporativo necessita ter como base de sustentação a formação e valorização de Grupos de Diálogo, instrumentos que valorizam a inteligência do grupo e não somente de uma pessoa.

Em meados de 2007 ministrei pela primeira vez o treinamento/consultoria “Implantando a Cultura de Diálogo na Empresa”. Fiquei surpreso pelos rápidos e produtivos resultados. Eu sabia que o resultado seria bom, mas não julgava que em tão pouco tempo os bons frutos surgissem, e ao nível que chegaram. E felizmente a empresa-cliente também positivamente se surpreendeu. A ação dos Grupos de Diálogo forja a Cultura do Diálogo nas empresas e organizações em geral.
A Cultura do Diálogo tem como proposta substituir a destrutiva discussão e o malfadado debate pelo diálogo, que é o solo fértil da inovação e da produtividade.  A empresa que adota a Cultura do Diálogo é aquela que está consciente de que não mais está inserida na visão antiga - e ultrapassada -  do mundo newtoniano, mas sim, sabe que vive e convive num mundo quântico.

Estamos na era do pensamento sistêmico, também conhecido como pensamento quântico, que recebeu esta denominação como herança dos estudos revolucionários do gênio, Albert Einstein, que demonstrou que nem tudo pode ser explicado pela lógica linear, e que há sistemas complexos cujas partes se interagem não linearmente. Mas não enterremos o pensamento linear. Há situações específicas de urgência, por exemplo, em que a ação do  pensamento linear é mais produtiva do que a do pensamento sistêmico. No entanto, na atualidade o pensamento linear cabe geralmente no campo das exceções.

Sob a vigência do pensamento linear a regra era que as decisões deveriam ser tomadas de cima para baixo. Sob a vigência do pensamento sistêmico descobriu-se que os colaboradores passam a ser mais comprometidos quando se sentem parte integrante das tomadas de decisão.

Agora a regra é: “utilizemo-nos do diálogo para que os liderados enxerguem a real extensão dos problemas e dos desafios e os estimulemos a apresentarem estratégias ou soluções”.  Quando os serviços são executados por pessoas que ajudaram a formular suas estratégias, etapas e processos, o comprometimento é de natural conseqüência, assim como os bons resultados. No diálogo a pessoa está aberta e predisposta a explorar diversos pontos de vista para se chegar a um bom resultado. Ao contrário do debate, no diálogo não há pessoas perdedoras e ganhadoras, mas, sim, idéias vencedoras. Sobre este assunto, lembro-me de uma frase citada pelo Diretor de uma empresa-cliente depois que sua equipe foi estimulada a dialogar, em vez de discutir e debater: “Descobri que boa parte dos nossos problemas era fruto do fato de que nós não sabíamos conversar!”.

www.alkindar.com.br

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